Mas que graça tem a vida se não pudermos pisar em uma enorme e suculenta jaca de vez em quando?
Só mais uns 5 dias e trarei aqui um relatório sobre o meu mais novo(velho) empreendimento sentimental.
Não, não é uma boneca inflável.
Mas que graça tem a vida se não pudermos pisar em uma enorme e suculenta jaca de vez em quando?
Só mais uns 5 dias e trarei aqui um relatório sobre o meu mais novo(velho) empreendimento sentimental.
Não, não é uma boneca inflável.
não seria uma ironia se o mundo acabasse justamente no ano em que finalmente me descubro apaixonado pela vida?
1. Triângulo Amoroso Entre Linhas Paralelas.
sinopse: Você vai se emocionar e sorrir com essa emocionante tragicomédia-indie de amor entre essas três linhas que jamais se encontrarão. Elas irão se apaixonar e entrar em tremendas crises platônicas. Vai ter muito desencontro e bastante enrolação com essas linhas da pesada!
2. Querida, fiz força pra idealizar você ( e deu certo!)
Sinopse: Conheça João! Um tremendo canastrão que adora subestimar todas as mulheres da cidade. Só que dessa vez o tiro vai sair pela culatra, quando ele conhecer uma garotinha que apesar de meio burrinha, lhe desperta os desejos mais piegas e sacanas. Será que esse carinha, de tanto olhar e subestimar a beleza da garotinha, vai acabar se apaixonando?! - Querida, fiz força pra idealizar você( e deu certo)!
Em breve, na vida desse autor!
Razão e paixão são linhas paralelas.
Olha você, por exemplo: Você sabe que ficando com o leoni está correndo risco de “ficar apaixonada” demais e sofrer se ele for viajar, mas você continua, derruba todos os avisos, todos os sinais que indicam estar no caminho errado. Você segue e a razão fica toda pra trás.
A parte boa é que não somos os únicos suicídas-sentimentais. Se apaixonar é assassinar o ego, também.
Uma boa bunda balançando na sua frente, um estomago vazio e uma empatia muito grande por alguem.
A vida se resume a isso.
É o que nos faz viver e querer morrer o tempo todo.
Enfim, eu continuo o e-mail mais tarde, mas já vou adiantando: amor, paixão, empatia, seja lá o nome que você costuma dar, é isso daí mesmo. Logo, não há conselhos pra te dar.
Perca a razão e seja feliz quando houver felicidade.
Eu tenho uma lista de coisas pra fazer antes de morrer,
logo decidi coloca-la em prática nesse ano.
Vai que esse troço acaba, mesmo.
A primeira da lista é: aprender a dançar tango. sério.
…….
se for pra ser o último ano de nossas vidas, que seja suave.
de qualquer forma, todo ano acontece um tsunami, um terremoto, maremoto, o cacete a quatro.
Todo ano acontece alguma tragédia dessas que matam 200 mil negos,
mas esse ano vai ser legal, por que as pessoas vão vincular tudo ao fim do mundo.
Tô vendo a lista de amigos que vão cagar tijolos quando rolar o primeiro terremoto.
Só sei que se houver um céu, lá eu estarei.
E se não acabar, que em 2013 eu tenha uma caixa de correio com menos contas pra pagar.
” Liberdade é nunca ter medo de matar os personagens que nós mesmos criamos”.
Ta, aí uma coisa que nunca vou conseguir entender. Por que é tão difícil caminhar em linhas retas? Passamos a vida consumindo livros, musicas e filmes que mostram o quanto isso daqui pode ser uma desgraça total, mas ironicamente parece que criar desgraças soa tão fácil quanto prazeroso e viciante em algum momento da vida( ou durante a vida toda, para alguns.)
Sim, acho que é uma ironia, sim! Pelo menos na minha linha de raciocínio, nós jamais deveríamos ser capazes de nos fazer mal com tanta facilidade e desejo quanto temos imensa dificuldade em proporcionar o bem para nosso corpo. Isso está muito além de um simples problema de auto-estima, na verdade eu acho que nem seria isso. É algo bem complexo e curioso.
Quando você vivencia dias normais. Dias absurdamente normais e calmos, sem tempestade alguma, sem nenhum alarde e você pensa – meu deus, como foi difícil fazer isso acontecer ,como eu soei pra isso e como eu estou trabalhando feito um pedreiro pra não deixar a vontade de estragar tudo tomar conta!
Oh! Você passa o tempo todo jogando contra sí mesmo. Se você levanta da cama todos os dias você já está entrando num jogo, mesmo que involuntariamente. Viver é um jogo involuntário. E aí, dentro desse jogo que já é injusto e cruel pra caralho você resolve jogar contra si mesmo. Ou é um absurdo ou é ironia. É difícil demais se respeitar, ter respeito pela sua vida, pelo seu corpo e pelos dias que ainda virão. Mas creio que isso não seja pra sempre, e creio que isso não é algo que acontece com todo mundo. Talvez seja apenas uma certa dificuldade em se adaptar com a visão de um mundo onde as coisas não estão de cabeça para baixo 24 horas.
O que eu sei é que vocês realmente deveriam pensar nessa tal ironia. Isso rende semanas, meses de análise.
O som de vários pássaros cantando desordenadamente , talheres batendo em pratos, crianças correndo, risos e berros de homens de 40 e poucos anos possivelmente gordos usando camiseta de botão meio aberta, um bigode no rosto e uma lata de Skol na mão, ruas limpas, cheiro de churrasco e garrafas de coca-cola abandonadas em pontos de ônibus.
A sobriedade é a maior de todas as loucuras.
Chovia pedra! Sério. Os fones no último volume. Um sujeito que não vai com a minha cara entra no ônibus e senta em umas cadeiras atrás de mim. Odeio quando ele pega o mesmo ônibus que eu. Acho que ele me odeia simplesmente pelo fato de ter pegado uma garota que ele também havia pegado há um tempo atrás, mas deus, quem é que não pegou ?! Tretar só comigo é vacilo. Ele é que é uma besta de ter se apaixonado por uma hedonista com um currículo tão extenso.
Me incomoda essa coisa dele sentar atrás por que sempre acho que ele tá reparando em mim ou coisa do tipo. Eu tentei prestar atenção nos comentários do Clássico histórico do cruzeiro, mas como bom paranóico queria saber exatamente onde ele estava sentado pra ver qual era a visão que ele tinha de mim.
A chuva apertou bonito, o programa na rádio terminou e o transito começou a empacar. Aí me entra uma mulher absurdamente gorda. Uns 200 kilos ou mais. Era enorme, mesmo. Teve dificuldade para passar na roleta. Pensei em dar meu lugar pra ela sentar, mas eu nem tava na janela, tinha uma pessoa do meu lado e ela não iria caber na cadeira, tanto é que uma pessoa sentada na minha frente se levantou para descer deixando uma vaga na cadeira do corredor. A mulher chegou perto da cadeira calculou uma forma de sentar mas acabou pagando pau. Tinha uma senhora sentada na janela, se ela sentasse iria apertar a velhinha.
Ficou ali, em pé, mesmo com o lugar vago. Até que a velhinha deu sinal para descer. Pronto, 2 lugares vagos. Ela provavelmente iria ocupar 1 espaço e meio. Foi triste o negócio. Ela ainda esperou uns minutos para sentar, ficou olhando pra cadeira, olhou para trás e sentou. Vestia uma daquelas calças de lycra, acho que era isso, e uma camisa, ambas da cor bege. O ônibus continuou empacando a ansiedade foi aumentando e claro, a caralhada de pensamentos aleatórios tomou conta. Fiquei ali olhando para as duas cadeiras quase que tomadas pela dona e pensando – será que ela tem alguem? como ela ficou daquele jeito? Será que daqui uns anos estará pior a ponto de não poder andar? Vai ter grana pra fazer redução de estômago? Imaginei ela como alguem solitária e de auto-estima baixa. Me imaginei como um carinha que iria sentar do lado dela, lhe dar um sorriso e um abraço e então tudo estaria resolvido. A cadeira iria aumentar a largura e ela iria emagrecer. Tudo estaria OK a nós dois nos casaríamos. Eu pensei nisso. Juro. Fiquei me imaginando ali do lado da mulher, até que uma gota caiu em cima da minha bolsa. Umas cinco no meu joelho. Um ônibus com goteira. As pessoas começaram a olhar pra mim – olha, goteira! – ohh! – que coisa hein?
Eu fiquei praticamente imóvel e inexpressivo, lutando na base da arrogancia com as tais goteiras que continuaram caindo em cima de mim. Pensei – aquele filho da puta deve tá la atrás rindo da minha cara! Deus, olha o tamanho dessa porra de ônibus e eu tinha que sentar justo na única cadeira onde há uma goteira?! Olhei pra gordona. Ahh, não fode, não, não pode ser, isso é um sinal! Isso é coisa de Deus mesmo. Ele quer que eu sente do lado da mulher gorda, é isso! E foi o que eu fiz. Pulei para a cadeira da frente e me sentei praticamente com a bunda de lado, ao lado da mulher. Todos dentro do ônibus ficaram olhando pra mim durante uns 20, 30 segundos, a mulher olhou para as minhas roupas e para minha cara, obviamente pensando que eu iria lhe roubar. Não olhei pra cara dela em momento algum, pelo contrário, permaneci com a expressão séria e mau humorada. Olhei para trás e o tal carinha já tinha descido. 2 pontos depois desci debaixo da chuva de granizo pensando no quanto a vida é uma piada de humor negro interminável. E eu ri.
“The world is a very serious and, at times, very sad place - but at other times it is all such a joke.”
George Harrisson